TF – 34 anos (sexo feminino)



Eu sempre fui gordinha, uma criança gorda e gulosa, uma adolescente cheinha, que vivia de dieta, uma adulta que vivia engordando e emagrecendo, com um sobrepeso que sempre me incomodou muito. Nunca me aceitei como uma gorda assumida e feliz. Me sentir gorda sempre foi motivo de mau humor, me ver vencida pela comida sempre gerou longos períodos de introspecção e gasto de energia mental.

Minha primeira dieta fiz com sete anos de idade. Emagreci sim, mas voltei a engordar. Desde então, meus pais sempre acreditaram que eu havia aprendido o caminho para emagrecer. Quando estava com 14 anos, consegui repetir a mesma dieta e voltei a emagrecer oito quilos. Com o tempo, fui ganhando peso novamente e continuei acreditando que poderia emagrecer quando quisesse, apesar da dificuldade de cumprir uma semana sequer de dieta e de estar cada dia mais longe do corpo que eu almejava.

Meu corpo nunca me gerou grandes traumas. Dançava quando era adolescente, tive uma juventude feliz, namorei, casei, tenho um filho, mas, apesar disso, minha auto-imagem nunca foi plena, era um entrave, o verão sempre foi um suplício, pois ir à praia significava encarar o meu corpo e admitir que era uma derrotada nesse assunto, afinal a comida sempre me venceu, sempre foi mais forte que meu sonho de beleza, magreza e bem estar. Sempre senti inveja das meninas de corpo bem feitinho, sem gorduras dobrando nas costas.

Quando ficava mal, pensava: vou passar fome e chegar aos meus sonhados 65 quilos. Era algo muito distante, que iria me exigir um sacrifício muito grande, mas era algo que eu teria que encarar mais cedo ou mais tarde, pois minhas calças já caminhavam para o número 46, no meu histórico familiar a obesidade estava lá, e com a chegada dos meus 30 anos, o quadro só prometia se agravar. Às vezes conseguia perder dois, três quilos, mas essa redução funcionava como um passaporte para que eu me permitisse comer novamente. Esse vai e vem me desgastava, me levava a altos e baixos constantes e às vezes se tornava muito duro encarar o espelho e não saber mais o que fazer. Foi quando já vivia esse mal estar há alguns anos que conheci o método de Ravenna através de Moema Soares, empresária da clínica baiana.

Para mim, não foi só uma dieta que deu certo, foi uma experiência de libertação. Não apenas porque me livrei de um corpo pesado e fora de forma, mas porque me libertei de um conflito, de uma angustia, de uma agonia que me acompanhava dia após dia.Me livrei de um lado sombrio da minha vida, que se despertava diante da mesa ou de frente para a geladeira.

Sem sofrer, não cheguei só até 65 quilos, cheguei até 61. Nos últimos sete meses, ouvi elogios de todos os lados e passei a me parabenizar também. Me parabenizo por ter sido inteligente de agarrar esse método, pois isso apenas já garante a vitória. Costumo dizer que o tratamento de Dr. Ravenna cria um ambiente tão confortável e favorável ao emagrecimento que, para reduzir de peso, basta se concentrar. Se concentrar em si, na medida, no corte, da distância, no desejo de se superar, de ser alguém diferente, de se conhecer e se surpreender consigo mesmo.

Até hoje, tem horas que ainda não acredito quando me olho no espelho, quando compro calças número 40, quando ouço pessoas me descrevendo como uma pessoa magra, quando me vejo nas fotos e gosto do que vejo, quando busco roupas para mostrar meu corpo e não mais para esconder, quando sou vista como um exemplo para os pacientes que estão começando. Posso estar com mil problemas, mas o fato de eu estar magra já me faz forte, já me dá motivos para comemorar todos os dias. Para os que estão ainda no começo, costumo dizer: agarre, é só agarrar que dá certo.

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