Humanos sim, incapazes não


Por: Ricardo Guedeville (psicólogo do Método Ravenna)

Emagrecer não é fácil, correto? Ou você está ou não está fazendo uma restrição alimentar. Quando nos propomos a investir num projeto de emagrecimento podemos estar nele de diferentes formas. Todas as maneiras podem ser válidas no sentido em que são escolhas as quais nos propomos. Contudo, precisamos estar conscientes destas escolhas e de suas consequências.
WhatsApp Image 2016-08-08 at 16.29.59Emagrecer pode ser uma decisão radical no sentido de mudança de vida. Ainda mais quando se trata de obesidade. Se você pouco mudar sua alimentação, ainda assim irá emagrecer. Mas quem pouco muda a alimentação (e outras coisas) pouco emagrece. Não porque emagrecer muito e num tempo razoável seja impossível, porém se deve ao fato de que a balança reflete a sua escolha.

O discurso de uma dieta que se permita a saídas frequentes pode muitas vezes ser racionalizada pelo discurso de quem é contra “radicalismos”. Penso que há um equívoco aí. Nesse sentido pode ser muito importante separar Radicalismo, de Foco. Quem se dá ao direito de sair da dieta antes da hora pode estar sendo radical. Radical em não mudar o seu estilo de vida, em nunca dizer não. Radical em nunca se dar o direito de faltar a um evento familiar ou de mudar a maneira como estará lá. O radicalismo pode aparecer nas sutilezas do que imaginamos ser a nossa flexibilidade.

Em um tratamento de emagrecimento não devemos ser radicais, pois isso pode aumentar a nossa ansiedade e, se algum dia “vacilarmos”, pode ser o suficiente para nos culparmos, negando nossa condição humana enquanto pessoas que PODEM falhar. Mas “PODER” falhar NÃO significa que IREMOS falhar.

Para cumprir um projeto de emagrecimento o ideal é que tenhamos FOCO, ou seja, que sejamos atentos, rigorosos, flexíveis em adaptar a nossa vida às nossas PRIORIDADES em emagrecer. Nesse caso, as falhas se existirem serão acolhidas, mas não previstas ou desejadas. Uma coisa é se perdoar pelos erros que não foram possíveis de se prever. Outra coisa é ter a certeza de que vai falhar, contar com isso e acabar fazendo menos do que poderia. A primeira trata-se de um gesto de humanidade e maturidade. A segunda pode ser a expressão de uma crença de incapacidade ou um desejo de ganhar sem querer pagar o preço que isso requer.

Humanos sim, incapazes não.

alvo_Agosto_BLOG

Compartilhe

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *