A.V.P. , 52 anos (sexo feminino)


“Este depoimento é, principalmente, para atingir as mulheres com mais de 40 anos que entraram numa fase em que muitas crises batem à porta, sendo comum viver deixando o tempo passar. Não! Nós podemos sim continuar na ativa, ser felizes com saúde, magras, bonitas e desejáveis. Não é uma dieta, é um aprendizado para a vida toda”

Minha família tem histórico de problemas cardíacos e, diante do meu sobrepeso, minha irmã vinha me pedindo para eu experimentar o Método Ravenna. Descrente, não fui e permanecia infeliz com o meu corpo. Depois dos 45 anos, quando entrei na menopausa, cheguei a pesar 87 quilos, comia de tudo, bebia de tudo, e ouvi de um médico que o meu corpo não responderia a mais nenhum estímulo natural, apenas a medicamentos. Aí eu pensei, ‘tô velha e acabada’, e desci ladeira abaixo.

No dia 28 de julho de 2010, nós perdemos nossa mãe, que morreu de infarto fulminante. Eu estava com 50 anos e minha irmã, de novo, me pediu para que eu fizesse alguma coisa por mim, para que não viesse a deixar esse mundo do mesmo jeito, por conta da minha gordura visceral. Eu lembro que, nessa época, eu descansava os braços na minha gordura enquanto dirigia. Era notável a minha insatisfação e tristeza com a minha condição física. Nunca fui feliz gorda.

Dias depois de minha mãe morrer, resolvi então buscar o tratamento do Método Ravenna. Fui descrente e foi desse jeito que passei por todas as consultas. Minha tristeza chegou a chamar a atenção da psicóloga, tamanha era minha expressão de desânimo. Com uma semana de dieta, porém, comecei a ver a diferença.

Descobri que, na verdade, o Método Ravenna é um tratamento de saúde e, diante dos primeiros resultados, resolvi investir de vez nesse projeto. Passei a fazer refeições diariamente na clínica, planejei minha vida de forma que o tratamento se tornasse viável pra mim. Assim, mantendo-me firme na decisão dia após dia, para minha surpresa diante da minha desconfiança inicial, eliminei 23 quilos em quatro meses.

Sempre freqüentei os grupos terapêuticos e percebi, ao longo do processo, que o problema da obesidade não era exclusivamente meu. Descobri que, diante do fardo da minha gordura, havia me tornado uma pessoa negativa, que fazia drama com o mínimo problema. A gordura não faz parte da gente, é algo que a gente carrega como uma sobra, um peso, um excedente.

O que eu mais quero daqui pra frente é aproveitar minha nova condição. É bom demais ser magra, e a maior expressão desse prazer é hoje praticar e gostar de um esporte, logo eu que nunca fiz nada nesse sentido, a não ser levantar um copo de chopp.

Desde que comecei o tratamento, passei a fazer musculação funcional na clínica, mas quando entrei na manutenção sabia que era importante encontrar uma atividade física para ajudar a manter o peso. Nunca gostei de academia, mas gostava de caminhar, e então decidi entrar no Clube de Corrida.
Logo na primeira semana, os três pacientes que faziam parte do grupo, saíram, e eu fiquei sozinha com o professor Tiago. Enquanto vencia o desafio das dores do primeiro mês, estimulava outros pacientes e ingressar no Clube. Até hoje muitos deles me agradecem por isso.

Um mês depois, sempre estimulada e apoiada pelo professor Tiago, passei a sentir prazer com a corrida, ainda alternada, nesse momento, com trechos de caminhada. Daí em diante correr passou a ser puro prazer. É o momento de encontro comigo mesma, quando reflito, faço planos e sonho, sabendo que vou realizar. Antes eu apenas sonhava. Na fase de manutenção, perdi mais dois quilos.

A minha primeira inscrição numa corrida de rua foi no Circuito das Estações Adidas Verão 2010, em 19/12/2010, mas não tive coragem de fazer porque fiquei com muito medo de não conseguir e de não gostar. Apenas em abril de 2011, aconteceu então a minha primeira corrida efetivada, na II Ravenna Bahia Walk-Running. Na corrida organizada pela clínica me encorajei porque me sentia protegida ao lado dos meus amigos pacientes e de toda equipe técnica do Método Ravenna.

Ao conseguir completar a prova, chorei muito e agradeci muito aos profissionais por esta minha conquista. De lá pra cá participei da Eco Run 2011 (5 Km), Adidas Verão 2011 (5 Km), Fila Night Run 2012 (5 Km), Adidas Outono 2012 (5 Km), 2a meia maratona da caixa 2012 (5 Km) e Adidas Inverno 2012 (10Km) esta concluída em uma hora.

O Método Ravenna foi minha última cartada para evitar uma cirurgia bariátrica, pois já estava me conformando com a idéia de engordar mais um pouco para me encaixar no peso aceito para a indicação ao procedimento cirúrgico.

Eu não penso no tempo perdido, no que ficou pra trás, meu foco agora é no que virá, com a certeza de que sou capaz de realizar tudo aquilo que eu colocar como meta. A minha história, a minha vitória, a minha paixão pela corrida e, sobretudo, a minha felicidade diante das minhas conquistas, fizeram de mim uma pessoa muito alegre e, por essas tantas razões, conhecida e querida na clínica. Costumo dizer que não tem preço a saúde de ser magra.

Este depoimento é, principalmente, para atingir as mulheres com mais de 40 anos que entraram numa fase em que muitas crises batem à porta, sendo comum viver deixando o tempo passar. Não! Nós podemos sim continuar na ativa, ser felizes com saúde, magras, bonitas e desejáveis. Qualquer crise, seja ela no trabalho, no casamento ou em qualquer acontecimento que seja, tem jeito ao nos permitirmos MERGULHAR NO TRATAMENTO. Não é uma dieta, é um aprendizado para a vida inteira.

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